O que todo mundo quer saber
As duas perguntas que ouço com mais freqüência relacionadas com o tema são: por onde começo e qual a melhor linguagem de programação para jogos?
A resposta para ambas as perguntas é, por incrível que pareça, o irritante “depende”. Então, vou tentar responder a essas perguntas da maneira mais realista possível e dentro do que conheço dessa área; esse meu conhecimento ainda é limitado.
Por onde começar
A resposta disso depende do que você pretende com seus jogos, se quer fazer apenas uns joguinhos para brincar com os amigos ou para ter um gostinho de ter um jogo feito por você mesmo, sem grandes esforços, ou se quer aprender a fazer jogos 2D com ferramentas específicas para isso, ou se deseja fazer jogos em ambientes 3D que realmente impressionem, usando também sistemas prontos para criar… Ou talvez você sonhe mesmo em fazer disso uma profissão e queira aprender a ganhar dinheiro com jogos…
Se o que você deseja é criar joguinhos sem grandes pretensões, não tem o menor interesse em se tornar profissional e quer mesmo é brincar com ferramentas prontas para criar, apontarei algumas opções nos posts futuros. Você vai usar os sistemas, ou engines, como são conhecidos, que já contam com bibliotecas repletas de objetos e comportamentos (behaviors) prontos para usar.
Agora, se o que você quer mesmo é aprender a programar e criar jogos para Web, desktop e celulares, você deverá aprender a, bem… programar! Dã! Nesta seqüência de posts que inicio pretendo também apresentar os caminhos que você pode, ou deve, percorrer para iniciar-se na carreira de programador de jogos.
Qual a melhor linguagem de programação para jogos?
Desde já posso afimar que não existe uma melhor linguagem para programar jogos, ou para programar o que quer que seja. Existe a melhor linguagem para atingir um determinado objetivo em uma determinada plataforma. E mesmo isso muda a toda hora, à medida que as empresas disponibilizam novas ferramentas e novos graus de compatibilidade entre dispositivos móveis, por exemplo, e linguagens já existentes, como aconteceu agora com o ActionScript (Flash) e os celulares iPhone e Android, além dos dispositivos Blackberry (veja os posts anteriores sobre isso).
Via de regra costumo defender que se você quer mesmo aprender a programar, faça um favor a si mesmo e comece aprendendo a fazer algoritmos e fluxogramas. Em seguida, mergulhe de cabeça na linguagem C/C++. Conheça Java, ActionScript, quem sabe até Python. Espie também OpenGL e, se quiser enveredar pelo mundo estritamente Microsoft, dê uma olhada em XNA. Mas se quiser ficar na área do Java, meta a cara no JME…ufa! E a lista não acaba aí.
Então, no próximo post vou começar a apresentar cada um dos passos e/ou opções que você deverá trilhar para iniciar-se em desenvolvimento de jogos. Para saber quando o post estará no ar, você pode me encontrar no Twitter ou assinar o RSS.